sexta-feira, setembro 19

Os Sábios Ensinam - Mudanças...




É, faz um bom tempo que não escrevo nada especificamente sobre mim, mas antes tarde do que nunca certo?

Ultimamente minha vida deu um giro de 360°, em um momento me vejo bem, em paz, sem muitas preocupações, ainda vivendo com os meus pais em uma vida pacata e cotidiana. Repentinamente, quando me dou conta, estou eu aqui...

É, quem diria... Rio de Janeiro, momentaneamente tudo fica em branco e começo a reescrever as páginas da minha vida em outro lugar, outro ambiente. Sei que o desconhecido me aguarda, aliás, o desconhecido aguarda a tudo e a todos, o que seria do já descoberto se nunca houvesse existido o desconhecido?

Estou desbravando o desconhecido? Creio que sim! Tudo que é novo é assustador no início, porém isso não passa de uma sensação temporária. Como eu lido com a solidão? Ah, isso é fácil, embora esteja sozinho fisicamente em alguns momentos sei que sempre há alguém esperando por mim em algum lugar, sejam meus pais, meus adorados amigos aqui e lá, onde meu coração e minha mente estiverem sei que também vou estar lá então, só então, não me sinto só, nesse ponto creio que seja apenas um estado de espírito.

Alguns acham que a palavra “solidão” é algo temeroso e apavorante a qual nenhum ser vivo deveria suportar... Com certeza é algo cruel em determinado ponto, mas creio que faça parte da vida em algum momento partirmos, talvez do ato de “estar sozinho” em determinados momentos seja algo benéfico para uns, quando o "nós" acaba ficando cruelmente frio ou nocivo a uma das partes ou até mesmo ao "nós" por completo, a partida pode ser um ato de amor próprio e ao próximo, terrível para outros, os quais creêm que não coseguirão viver por si mesmos, mas costumo dizer "Quem tem amigos nunca está só!", pelo menos aos meus amigos e estes o sabem, “Nunca os deixarei sozinhos, embora não esteja próximo fisicamente, nunca esquecerei de você da mesma forma que sei que não esquecerás de mim”, talvez seja algo melodramático para alguns, importante para outros, porem tenho consciência de que assim eu sou e assim sempre serei, em hipótese alguma desampararia meus amigos em momento de necessidade ou não.

O trabalho vai bem, embora esteja aqui apenas 2 semanas, alguns momentos turbulentos, outros calmos até demais, camaradas de trabalhos bem legais, patrão bem estrito e em determinados momentos um tanto estressado demais... mas creio que seja algo natural... Erros? Devo admitir que cometi uma gama durante essas duas semanas, alguns tive uma melhoria de 100% porém outros são por falta de atenção ou por desorientação do momento.
Sinto falta sim, de estar próximo dos meus amigos tanto quanto ficava durante um tempo ou mais exatamente duas semanas atrás, mas tenho amigos aqui também que me dão apoio e isso é muito importante.

Dividirei algo com vocês, embora não acredite que ninguém que eu conheça vá visitar o blog ou até mesmo ler todo esse texto, segunda-feira, quando minha prima retornou de Araruama, trouxe um bilhete um tanto peculiar com ela, era da minha irmã, com qual não falo a mais ou menos 2 anos e meio se não me engano graças brigas constantes com seu atual “marido” o qual apelidei carinhosamente de “marginal”, quem me conhece está um tanto a par da história(pelo menos a quem contei claro), me sinto um tanto dividido nesse momento, não sei se devo conversar e perdoar, mediante a desculpa pífia pela qual ela veio a me pedir perdão, muitos podem achar que sou rancoroso, mas tenho meus motivos, talvez devesse, pelo bem da minha mãe, mas o que faria se isso não fosse o meu bem?

Pondero, pondero e não chego a uma conclusão, tenho convicção e perseverança de que pelo fato de eu ter saído da minha pacata cidade natal e ter enfrentado o desconhecido, embora ainda por pouco tempo, tenho uma agradável sensação de dever cumprido, que batalhei e se não der certo, por minha culpa ou não eu posso dizer “Eu tentei”.

Me sinto realizado, conheci pessoas novas, fiz amigos, vi coisas nunca vistas antes, bebi, me diverti, conversei, contemplei, ponderei, senti, imaginei e sonhei, tudo isso em um tão curto espaço de tempo. Talvez o homem não tenha aprendido ainda o que é a verdadeira essência da palavra “tempo”.

A todos os que me apoiaram, parentes, amigos, conhecidos... A todos que derramaram lágrimas por eu ter partido de minha cidade (Ahhh Adi, não chora não, eu visito oras ^.^),a aquele que se desprendeu de Araruama e veio até o Rio de Janeiro somente para me fazer um grande favor o qual não era nem um pouco abrigado, a minha adorada mãe, grande Mara que mora no meu coração acima de qualquer coisa! Ao meu pai, Sr. Jayme que com singelas palavras me fez sentir a vontade de voltar a minha tão vivida casa caso não tenha o sucesso tão esperado e imaginado, diz o ditado “O futuro a Deus pertence” então que seja o que ele quiser...

A meus amigos que aqui vivem que mostram felicidade em saber que estava a vir morar nesta grande cidade, por meio dessas simples palavras porem infundidas de sentimentos venho agradecer do fundo do meu coração a todos!

segunda-feira, setembro 1

Os Sábios Ensinam - Livre Arbítrio



Livre Arbítrio


O Diabo encontrou Deus e disse:
_Faz muito tempo mesmo não é, meu insólito irmão?
_Tempo demais para que eu pudesse esquecer. Disse Deus sem expressões.
_Eu, pelo menos, não me lembro da última conversa que tivemos. Talvez, para variar, não tenha sido tão importante. Disse o Diabo num tom irônico.
_Porém mais relevante essa nossa conversa anterior, do que decidir o destino da terra dos humanos. Disse Deus.
_Tudo é mais interessante do que isso. Retrucou o Diabo.
_Tudo mesmo. Disse Deus... Até mesmo tentar criar algum sentimento para mim.
_Até uma noite na taverna. Disse o Diabo com um olhar introspectivo.
_Mas existem aqueles que valem a pena. Disse Deus. Alguns eu até não manipulo.
_Por quê, se toda a graça disso tudo é a manipulação? Perguntou o Diabo.
_É que as vezes, mas não tão só às vezes, alguns se tornam tão singulares que não vale a pena sujá-los com nossos dedos imundos.
_Você quer dizer que eles nascem sem saber de nada? Perguntou o Diabo intrigado.
_E muitos morrem ignorantes disso. Respondeu Deus. Tudo que acontece é fruto de nossa própria vontade.
_ Exemplo?!
_Temos um homem qualquer casado com uma mulher qualquer. Ele vai amá-la sempre; mesmo se masturbando nos fins de tarde pensando naquela vizinha e na companheira de trabalho.
_Até então não fizemos nada com ele. Disse o Diabo.
_Acho que sim e não. Disse Deus pensativo.
_Como assim? Pergunta o Diabo intrigado.
_Não podemos ter certeza que se nós não interferirmos nele, ele não faria as mesmas coisas. Disse Deus com um ar de dúvida.
_Porém se fosse comigo eu comeria a vizinha e não contaria a minha mulher! Disse o Diabo em um tom irônico.
_Pois é, é isso o que muitos incluindo você fariam, mas não é o que ele faz. Disse Deus.
_E se você fizesse com que ele mudasse de conduta? Perguntou o Diabo.
_Aí daria tudo errado, pois ele não sabe agir assim, mesmo sendo da maneira mais agradável. Disse Deus.
_Comendo a mulher, a vizinha, a safada da secretária e uma priminha ninfeta, isso seria agradável. Disse o Diabo cainda na gargalhada compulsória com Deus.
_Pra mim sería razoável. Disse Deus.
Os dois riram um pouco mais, porém pararam de rir e fitaram o chão com um olhar de Deja vu. Até que o Diabo disse:
_Livre arbítrio...
_É... livre arbítrio. Disse Deus.