segunda-feira, setembro 14

Os Sábios Ensinam - Olhares e Reflexões


Quando Você Olhar....


Quando você olhar a sua volta e achar que o mundo se perde em confusão, que os homens se agridem e se destroem em angústias, olhe para dentro de você;

Lembre-se que sua vida não está lá fora, não depende do que você ouve, mas do que está na sua consciência.

O mundo dos outros não é o seu mundo, a menos que você contribua para a degradação e confusão externas e comuns a muitos setores.

Quando olhar à sua volta e só enxergar problemas, busque sua verdade interior, trabalhe os valores que já construiu e a sua sintonia com Deus.

Expresse o melhor de você, pois o mundo é o resultado do que irradiamos e manifestamos, do nosso esforço ou nossa preguiça nossa nobreza ou nosso desajuste.

Quando a descrença povoar seu coração e você vacilar, sofrer e chorar, é porque sua hora de renascer internamente chegou e pressiona você para não mais adiar sua busca de Deus.

Pare então de olhar só para fora e de se impressionar com a propaganda, com que os outros dizem sobre atualização, libertação ou modismos. Olhe demoradamente sua consciência, sua harmonia interna; indague-se, faça
silêncio para que a verdade brote natural.

Há um ponto de luz em seu interior que pode desfazer todas as sombras e dúvidas.

Busque o fluir da luz. Que importa se muitos se enquadraram num sistema egoista e amargo?

Comece você a iluminar, a modificar, a permitir que a paz flua através de você.

Deixe que a fonte divina jorre sobre tudo. Comece agora.

O esforço próprio é a mola do verdadeiro crescimento humano, é nele que está o germe da vitória. Não creia nunca no sucesso fácil, na vitória sem luta.

Cada um se constrói ou se denstrói, se arma, se fortalece e se conquista, ou deixa passar sua hora de crescer e de aperfeiçoar-se.

A mente nos oferece mil opções, escolha o esforço correto para as conquistas definitivas, ninguém pode fazer por nós o caminho.

Trabalho, desinteresse pelo supérfluo e concentração no definitivo eterno são as armas e as portas da libertação.

A cada hora você é chamado, é desafiado para se definir, para aprender nova lição, para expandir a consciência da conquista da paz e do amor a DEUS e ao próximo.



Inevitável, tinha que escrever algo em relação a mensagem qeu deixei no post anterior, estou eu aqui, plenas 2:00 da manhã e sem janta ainda, mas é assim que funciona! pensem galera, e quando vocês olharem prestem bastante atenção!

Os Sábios Ensinam - Constante Superação



Um rapaz homem tão belo e valente, corajoso assumido
que de repente pisou novo caminho daquela essência escurecida pelas maltratações da vida, dos enganos sentimentais, das cobranças morais.

E lá vai ele seguindo sem regras ou dogmas dos sentidos.
Tão novo e já tão machucado. Mas vai. Ele segue desviando-se das sombras. Mas clareia chegadas, agora cauteloso pelas tristezas e renúncias.

E lá vai o rapaz ganhando forma de guerreiro, lento como um barco à deriva, tentando dizer palavras já ditas, nunca entendidas e sequer escritas.

E num momento mágico abre suas asas imensas escondidas costuradas com ausências sentidas.

E o rapaz homem voa para onde possa usar suas asas
fortalecidas pela coragem de ter sobrevivido às suas infelicidades.


É pessoal, regressando de um longo período sem postagens, mas creio que esse deva ser no mínimo interessante!
Sentimentos, paixões, indecisões, confusões, mentiras... Tudo isso faz parte da vida, de fato, como algumas pessoas vem me dizendo, se talvez nós prestássemos mais atenção em o que temos de bom e no bem que podemos fazer a outras pessoas do que nas coisas ruins e más pessoas que nos rodeiam seriamos mais felizes, mais em sintonia com nós mesmos! Para uns isso pode parecer bobagem, para outros talvez seja de fato uma realidade, mas creio que no momento a grande ideia aqui é que se nos deixarmos abater por todo infortúnio que se apresenta em nossa vida, e que não serão poucos nessa grande jornada que se chama "vida", caímos e precisamos nos levantar sempre, o que é passado simplesmente permanece nele!
Devemos caminhar em frente e fazer bem as pessoas que merecem, tudo de ruim existe pra nos fortalecer e encarar nossas jornadas com mais maturidade e sensatez do que nunca! Abra seu coração apara as pessoas certas, ferir outras pessoas não fará você se sentir melhor, as vezes quem mais te fará bem está mais próximo do que você imagina!
Bom, essa é a mensagem que eu deixo para todos, assim passando por um momento difícil, e continuando minha jornada fortalecido!

quinta-feira, julho 23

Os Sábios Ensinam - Destino...


Destino

Ninguém conhece alguém por acaso... Nada nesta vida acontece por acaso. Ninguém chega até nós por um simples acaso. Existe um dito popular muito sábio que diz: "As pessoas não se encontram por acaso, nem permanecem em nossa vida por causa desse simples acaso."

Falamos sobre destino de cada um: Passamos por momentos de plena felicidade em nossa vida. Momentos estes que nos marcam de uma forma surpreendente, e nos transformam, nos comovem, nos ensinam e muitas vezes, nos machucam profundamente.

As pessoas que entram em nossa vida, sempre entram por alguma razão, algum propósito. Elas nos encontram ou nós as encontramos meio que sem querer, não há programação da hora em que encontraremos estas pessoas.

Assim, tudo o que podemos pensar é que existe um destino em que cada um encontra aquilo que é importante para si mesmo. Ainda que a pessoa que entrou em nossa vida, aparentemente, não nos ofereça nada, mas ela não entrou por acaso, não está passando por nós apenas por passar. O universo inteiro conspira para que as pessoas se encontrem e resgatem algo com as outras.
Discutir o que cada um nos trará, não nos mostrará nada, e ainda nos fará perder tempo demais desperdiçando a oportunidade de conhecer a alma dessas pessoas.

Conhecer a alma significa conhecer o que as pessoas sentem, o que elas realmente desejam de nós, ou o que elas elas buscam no mundo, pois só assim é que poderemos tê-las por inteiro em nossa vida. A amizade é algo que importa muito na vida do ser humano, sem esse vínculo nós não teremos harmonia e nem paz. Precisamos de amigos para nos ensinar, compartilhar, nos conduzir, nos alegrar e também para cumprirmos nossa maior missão na Terra: "Amar ao próximo como a si mesmo". E para que isso aconteça, é preciso que nos aceitemos em primeiro lugar, e depois olhemos para o próximo e enxerguemos o nosso reflexo. Essas pessoas entram na nossa vida, e depois olhemos para o próximo e enxerguemos o nosso reflexo. Essas pessoas entram na nossa vida, às vezes de maneira tão estranha, que nos intrigam até.

Mas cada uma delas é especial, mesmo que o momento seja breve, com certeza elas nos deixarão alguma coisa.

Observe a sua vida, comece a recordar todas as pessoas que já passaram por você, e o que cada uma deixou. Você estará buscando a sua própria identidade, que foi sendo construída aos poucos, de momentos que aconteceram na sua vida, e que até hoje interferem em seu caminho.

Quando sentir que alguém não lhe agrada, dê uma segunda chance de conhecê-lo melhor, você poderá ter muitas surpresas cedendo mais uma oportunidade.

Quando sentir que alguém é especial para você, diga a ele o que sente , e terá feito um momento de felicidade na vida de alguém. Não deixe para fazer as coisas amanhã, poderá ser tarde demais.
Faça hoje tudo o que tiver vontade. Abrace seu amigo, os seus irmãos, os seus filhos. Dê um sorriso para todos, até seu inimigo. se estiver amando, ame para valer, viva cada minuto deste amor, sem medir esforços. seja alegre todas as manhãs, mesmo que o dia não prometa nada de novo. Planeje o seu destino! Sopre aos ventos os seus sonhos, eles irão se espalhar pelos ares e voltar a você em forma de realidade.

Preste bastante atenção em todas as pessoas, elas poderão estar trazendo a sua tão esperada FELICIDADE!

Os Sábios Ensinam - Caminhos e Objetivos



Eu falo de amor à vida,
Você fala de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chama para a festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho para o infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.

Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
de já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada...

Os Sábios Ensinam - Acaso...



NADA É POR ACASO

Se as coisas fossem perfeitas
Não existiria lições de vida
Não haveriam arrependimentos
E nem descobertas...

Se tudo fosse perfeito
Mãos não se uniriam
E sonhos não seriam valorizados.

Se tudo fosse perfeito
Olhares não se completariam
E gestos passavam despercebidos.

Se tudo fosse perfeito
As lágrimas não existiriam
As palavras seriam perfeitas.

Se tudo fosse perfeito
Eu pularia no abismo
Sem medo da morte
Pois asas eu ganharia...

Se tudo fosse perfeito
Eu atravessaria o oceano
Sem medo de ser levada pelas ondas
Sem receios de me perder em suas profundezas.

Se tudo fosse perfeito
Dores não existiriam
E a cura não seria procurada...

Se tudo fosse perfeito
Não haveria a busca pela perfeição...
Nada é por acaso
Pois nem o destino
É Perfeito.

segunda-feira, maio 18

Os Sábios Ensinam - The Flow of Time...


The Flow of Time


What was the start of all this?
When did the cogs of fate begin to turn?
Perhaps it is impossible to grasp that answer now,
From deep within the flow of time...

But, for a certainty, back then,
We loved so many, yet hated so much,
We hurt others and were hurt ourselves...
Yet even then, we ran like the wind,
Whilst our laughter echoed, under cerulean skies...

Thus the curtain closes once again.
An eternity has passed...
Fleeting dreams fade into the distance...
All that is left now
Is me and my memories...

But I'm sure we'll meet again,
Someday, you and I...
Another place, another time.
It is just that we may not realize
That you are you and I am me...

Let us open the door to the unknown,
Come across another reality,
And live another day...
Even when the story has been told,
Life goes on...

segunda-feira, março 9

Os Sábios Ensinam - Únicamente você...


Únicamente Você


Carinhos e desejos eu procuro em você tentando me completar

Carícias e ternura eu busco em suas fantasias para lhe conhecer

Cultivo um sentimento que em seus detalhes não consigo definir

Crio instâncias que não sei mencionar e assim tento lhe entender



Respiro suavemente quando recebo um sinal que vem de longe

Resguardando as minhas dúvidas e meus anseios mais secretos

Redesenho e me perco em algumas antigas imagens do passado

Recriando o que é necessário para se conquistar a cumplicidade



Imagino seu rosto e o que faria se pudesse ter o prazer do toque

Incendeio meus pensamentos com idéias que só você pode fazer

Invento as possibilidades que podem mudar a direção do destino

Incitado no desejo e na cobiça que agora dominam a minha razão



Saio da rotina que às vezes me escraviza e me deparo com você

Sustento uma vontade que não sei se tenho o direito de apreciar

Sem muito pensar começo a viajar em algumas de suas palavras

Sabendo que no simples deslize meu coração pode se apaixonar



Tramo toda madrugada pelo confronto entre a ilusão e a realidade

Trazendo para minha origem aquilo que me inspira toda a verdade

Trabalho nas maneiras que podem fazer sua curiosidade aumentar

Traduzindo em intimidade e liberdade aquilo que necessito admirar



Instinto que me persegue no meio da multidão para lhe encontrar

Inspirando a minha vontade para de algum modo um dia lhe achar

Imaginando o dia e o momento certo para que possa lhe alcançar

Inventando as palavras que não existem que façam você acreditar



Na vontade de você percorro um caminho que me torna dependente

Navegando por lugares que me ensinam à arte de poder lhe decifrar

Na tentativa de entender os traços que formam seu rosto e seu corpo

Na esperança de um dia quando você fechar os olhos deseje me ter



Aguardo o tempo passar e fico angustiado por ele não poder correr

Alimento minhas sequências ilógicas de pensamento para acreditar

Acompanho o tempo que demora e recorro ao novo modo de esperar

Arrancando de mim tudo o que ainda resta para poder lhe conquistar.

Os Sábios Ensinam - Um momento no silêncio


Não Sei... Não sei...

Conta-me uma história antes de adormecer. Conta-me antes que feche os olhos... Deixa-me adormecer feliz e seguro.

Um momento pequeno e grande que nos faz sentir que podemos conquistar tudo.

Começa inconscientemente, nem se chega a dar por isso. Devagarinho chega, e quando damos por nós, o que sentimos passou de nível.

Por vezes não se gosta de lidar com o lado mais superficial dos outros, porque insistimos em comunicar de um modo profundo e intimista...

Falar dos medos, mostrar sentimentos não deveria ser algo negativo.

Não deveria, mas para alguns é.

Resistimos...

Andar pelo seguro e gostar de alguém são duas ações que não foram feitas para andar lado a lado. Ou se ama e se deixa cair pouco a pouco as proteções, ou deixamos as proteções e deixamos de amar.

- Lança-se o laço e arrisca-se?

- Para quem consegue, pode ou quer...

- Aquilo que se esconde não poderá controlar as próprias atitudes sem que se perceba?

- Pode!

- O que fazer?

- Não sei... Não sei...

“Não tens que falar, sorrir, ser ou parecer! A partilha do silêncio é tão, ou mais, natural que um emaranhado de sílabas desconexas.”

Os Sábios Ensinam - A simplicidade oculta!


Gosto...

Gosto da tua maneira de falar e quando ficas a olhar para mim.

Deixas-me vulnerável quando lês os meus pensamentos e fico sem armas quando me fazes rir.

Não gosto quando não estás por perto, ou quando te esqueces de telefonar.

Gosto o modo como gosto, porque sinto que é como se deve gostar.

Porque gostar de ti é inocente, porque gostar de ti da maneira que se deve gostar não é fácil, mas é bom.

E se é bom é deixar ser bom.

Gosto de ti.

Gosto quando me olhas, quando me sorris, gosto quando me tocas e ainda mais quando me abraças.

Gosto quando me beijas e quando sem medo dizes que gostas de mim.

Gosto de rir contigo e gosto de sorrir para ti. Gosto de olhar com carinho e gosto quando o sentes.

Gosto da vontade que tenho de te abraçar e dizer-te o quando gosto de ti!

Gosto das nossas brincadeiras e das nossas conversas tolas.

E por isso… Sabes que gosto mesmo de ti? Sim. Sei que sabes, mas será que sabes o quanto? O quanto gosto de ti?

É que esta coisa de gostar não se perde em palavras, sente-se em cada dia… vive-se em cada minuto… E contigo é assim.

Gostar de alguém é aceitar e respeitar, e apesar de viver a sua singularidade, o outro olha na mesma direção que nós, caminha com ritmo e intenções semelhantes às nossas.

Agora… Agora dizer que gosto só de ti sabe a tão pouco.

Quero ser a palavra que não dizes e quero que sejas a palavra que jurei nunca mais dizer.

segunda-feira, janeiro 12

Os Sábios Ensinam - O que a Eternidade nunca apagará!





Aquele que se foi

Quando é forte o amor,
quando é cheio de vida e calor,
não importa se um dos viajantes
parte antes...
A vida continua,
essa é a verdade nua e crua...
Há que seguir vivendo,
mas sempre sabendo
que o amor jamais morre,
e da lembrança sempre se socorre,
para manter a lembrança viva,
no coração sempre ativa...
Na verdade, não existe tristeza,
existe, sim, a certeza
de que o amor permanece,
pois amor jamais fenece...
Outro amor poderá surgir,
mas não irá substituir...
E aquele olhar vindo de algum lugar,
até quer que se volte a amar,
pois a vida deve continuar...
E a hora da viagem chegar,
para talvez, novamente se encontrar...
Em outra vida... Em outra viagem...


Passa tempo, tempo passa mas a saudade só aumenta, mas sempre temos que seguir em frente sem parar e lembrando-se apenas dos momentos felizes com os quais determinadas pessoas tiveram parte em nossas vidas, mas quando a dor torna-se insuportável nos resta apenas rezar e pedir para que essa pessoa esteja bem no lugar maravilhoso onde está. "Grande amigo... não, muito mais que um amigo, um grande irmão ou como ele mesmo costumava me chamar "Primo", saibas que sempre serás lembrado com muita alegria e saudade para todo o sempre até o dia que este corpo parar de respirar e quando nos encontrarmos novamente, é com muitas lágrimas de tristeza mas também com muita alegria no coração que lhe faço esta homenagem meu grande irmão, nos veremos de novo um dia, disso tenho certeza e quando isso acontecer será o dia mais feliz da minha vida!! Grande Lipe, pra sempre estarás no meu coração amigo, a morte não é o fim de tudo e sim um recomeço, saibas sempre que lembro de ti e que nossa amizade nem a morte apagará! Como sinto sua falta....

domingo, janeiro 4

Os Sábios Ensinam - Celebremos os honrosos!




Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Feliz Aniversário querido!!!!!!!
Tudo de bom,vc merece!Obrigada por ser esse amigo maravilhoso,qu esse ano vc possa deixar mais pessoas felizes,assim como vc sempre me deixa feliz!
Te amo muitão,meeeesmo ♥,que esse ano seja 3x mais feliz que esse q se passou,que as nossas risadas sejam mais alegres,que as nossas lágrimas sejam motivo para textos mais belos,que a nossa alegria contagie mais pessoas!!!

Beijão no seu ♥!!!

By:˚Cℓah˚

LEOOOOOOOOOOOOOOOOO
Parabénsssss
desejo muito amor, felicidade, saude e muitooo sucesso...
Vc merece!!!!
Feliz Niver e um mega 2009!!!!
Bjssss
By: Naty

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

(Carlos Drummond de Andrade)

Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão...
O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar...
Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer...

FELIZ ANO NOVO ! FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
Haaaaappy Biiirrrthday!
Happy New Year!
Kisses
:o)
By: Annabela

Fala meu amigo!igual ao todo o pessoal, Feliz aniversario!!!!
Acho que tenho algumas palavras pra vc,espero que tenha escolhido bem:

"Meu destino depende de mim, não de Deus." Os estrategistas não acreditavam em predestinação e não estimulavam as pessoas a consultar livros que diziam a sorte ou esperar o que fosse acontecer.
Ensinavam às pessoas a examinar suas situações e seus atos, e a assumir a responsabilidade consciente de seu comportamento e as conseqüências que ele provoque.

-- Ditado Taoísta

Vc sabe usar bem as palavras,tem ideias bem distintas (seu blog mostra muito isso)e possui uma opiniao forte e direta sobre tudo.

Amigo te considero pra caramba,que 2009 seja bom pra vc e consiga realizar suas metas.

Abração
By: Nadson


Léo,

FELIZ ANIVERSÁRIOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Que seu ano seja ano de vitórias, conquistas, renovação, e espero QUE UM BELO PRESENTE SE TORNE REALIDADE!!!!!!

Feliz aniversário, eu disse que digo tudo no dia, rs.

E EU NAUM ESQUEÇO


BJUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!

By: {*_=+§£uąh+=_*}


Não Tenho palavras para descrever o quanto cada um de vocês é importante para mim, embora próximos ou longe uns dos outros estaremos sempre unidos por este laço maravilhoso e incrível chamado "Amizade", poderia ficar aqui digitando por horas e horas o sentido da amizade e seu propósito quando ela tem um significado tão simples... vocês! Para aqueles os quais foram mencionados aqui e aos que também não foram segue o meu desejo de um 2009 repleto de paz, felicidade, amor, prosperidade e tudo mais de bom e perfeito que podemos ter, disse uma vez um poeta "Quem tem amigos tem tudo!" então acho que neste momento me sinto um tanto completo, das outras coisas batalhamos para obter! Aqui deixo esta mensagem, aqui deixo registrado esse desejo de que todos vocês sejam os mais felizes do mundo neste ano que se inicia, que deus abençõe a todos da mesma maneira que me garantiu a benção de ter vocês em minha vida!

quinta-feira, janeiro 1

Os Sábios Ensinam - Todo dia é ano novo!


Todo o dia é ano novo

Todo dia é ano novo
Entre a lua e as estrelas
num sorriso de criança
no canto dos passarinhos
num olhar, numa esperança...

Todo dia é ano novo
na harmonia das cores
na natureza esquecida
na fresca aragem da brisa
na própria essência da vida.

Todo dia é ano novo
no regato cristalino
pequeno servo do mar
nas ondas lavando as praias
na clara luz do luar...

Todo dia é ano novo
na escuridão do infinito
todo ponteado de estrelas
na amplidão do universo
no simples prazer de vê-las
nos segredos desta vida
no germinar da semente.

Todo dia é ano novo
nos movimentos da Terra
que gira incessantemente.


Todo dia é ano novo
no orvalho sobre a relva
na passarela que encanta
no cheiro que vem da terra
e no sol que se levanta.

Todo dia é ano novo
nas flores que desabrocham
perfumando a atmosfera
nas folhas novas que brotam
anunciando a primavera.
Você é capaz, é paz
É esperança

Todo dia é ano novo
no colorido mais belo
dos olhos dos filhos seus...
Você é paz, é amor
a alegria de Deus.

Não há vida sem volta
e não há volta sem vida
no ciclo da natureza
neste ir e vir constante

No broto que se renova
na vida que segue adiante
em quem semeia bondade
em quem ajuda o irmão
colhendo felicidade
cumprindo a sua missão.
Todo dia é ano novo...portanto...feliz ano novo todo dia!

Os Sábios Ensinam - E de repente...


De repente num momento fugaz,
os fogos de artifício anunciam
que o ano novo está presente
e o ano velho ficou para trás.

De repente, num instante fugaz,
as taças se cruzam
e o champagne borbulhante anuncia que o ano velho se foi e o ano novo chegou.

De repente, os olhos se cruzam,
as mãos se entrelaçam
e os seres humanos,
num abraço caloroso,
num só pensamento,
exprimem um só desejo
e uma só aspiração:
PAZ e AMOR.

De repente , não importa a nação;
não importa a língua,
não importa a cor,
não importa a origem,
porque sendo humanos e descendentes de um só Pai,
lembramo-nos apenas de um só verbo: AMOR.

De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio,
cantamos uma só canção,
um só hino:
o da LIBERDADE.

De repente, esquecemos e lembramos do futuro venturoso,
e de como é bom VIVER.

quarta-feira, dezembro 10

O Sábios Ensinam - O encontro com o Rei!



Hoje foi um dia diferente, um dia corriqueiro, comum até... retorno à minha casa após um longo e prazeroso dia de trabalho, caminhando... ando... ando... e a distância parece nunca diminur, quando subitamente ela vem... para quebrar o silêncio da calada da noite... sim, ela vem rapida e sorrateira, a chuva, me deparo com ausência de proteção... sinto suavemente suas gotas serpentearem pela minha face como se levassem algo de mim e limpassem minha alma... quando repentinamente sinto como se existisse uma outra presença no meio de todo aquele vazio!

Ouço uma voz familiar que me diz suavemente:

- A quanto tempo não nos vemos não é mesmo? Pensei que havia se esquecido de mim ou de "nós"!
- Como haveria de fazer isso? Creio que somente não tive muita coragem de te encarar desde o grande incidente...
- Hahaha, tinha esquecido por um único instante que você possui sentimentos!
- Muito engraçado isso vindo de "você", falando assim até parece que somos muito diferentes...
- Talvez sejamos... talvez não sejamos... mas o mais importante neste momento não é isso, vida um tanto turbulenta ultimamente não acha?
- Não creio que vás tocar neste assunto agora...
- E de veras não só pretendo como já toquei, um tanto conturbada estás desde que se mudou e retornou certo?
- É, tem estado sim, como você óbviamente deve saber... trabalho, problemas, mentiras, decepções, somente os procedimentos de prache pelos quais sempre passo e sempre sou vítima!
- Como era de se imaginar, mas como sempre tu estás a proclamar somente as tristezas e problemas, coisas boas vieram a acontecer, ou será que estou enganado?
- Com certeza aconteceram, mas a sombra cruel das decepções parece encobrir tudo de bom que aconteceu...
- Tu sempre foste desta forma, sempre com este negativismo pífeo, talvez você evesse realmente seguir o conselho de nossa amiga e deixar as coisas más para trás, perdoar e esquecer... talvez se vieres a fazer isso tua vida melhores um pouco já que dizes que é tão terrível!
- Hahaha, um tanto hipócrita você é nesse momento, você diz esas coisas como se você já não tivesse passado por coisas de alcunha semelhante e igual... O típico "Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço" certo? Como se você não sofresse com esse tipo de coisas...
- De veas estás correto... sofrer até o mais poderoso dos reis já sofreu e sofre, porém só estou a dizer que você pode expandir um pouco mais a sua mente para as coisas que estão ao seu redor!
- E dar brechas para as pessoas brincarem com os meus sentimentos e atropelarem meu orgulho e o meu ser por inteiro? Muito obrigado mas não, não estou disposto a isso neste momento!
- Tu és bem patético ao meu ver... o que você veio a se tornar na minha ausência? Parece mais um animal acoado do mundo ao seu redor por causa de alguns predadores e mesmo assim esquecendo que existe um mundo ao seu redor e que não há um algoz à espreita em todas as esquinas... um tanto desapontado para com vós estou neste momento...
- Patético? Eu? Fácil para você falar, você se julga superior, o sensato, o racional, o "rei deste mundo" diagmos por assim dizer não é mesmo? Mas você sabe que nunca mais fomos os mesmos depois daquele acidente a anos atrás...
- Disto sei, e sei muito bem para o seu conhecimento, porem creio que eu fui o único que parou de viver a partir dos instintos, aprou de viver se enganando, parou de agir como se todos fossem boas pessoas e parou para se utilizar do bom senso!
- Você fala fala com a convicção de quem tem a certeza de que eu estou perdido!
- E você está, talvez seu mundo tenha parado por alguns instantes e o "rei" tivesse se visto obrigado a aconselhar seu súdito que está no controle agora, você tem sido hipócrita e mentido para sí e seus sentimentos.
- Você não sabe de nada... não fale como se soubesse de tudo o que eu sinto pois você não sabe, o recentimento e a mágoa, a discrença no ser humano agora é por demais vasta...
- Mais uma vez... patético... você mais parece atuar em uma peça de marionetes na qual as pessoas que lhe fizeram mal estão controlando suas linhas, será que não percebes que deves deixar isso tudo para trás e acordar para o momento?
- Acordado estou e até demais, você que não entende o que se passa, a falta de coragem de voltar a acreditar, de confiar...
- Até entendo, e bem por demais, até porque, você mesmo disse não é mesmo, eu sou o "Rei", nós possuímos amigos insubstituívies e você tem plena noção disto, sei que nem só de amigos vive o homem, mas creio que sim, quem os tem tem a maior riqueza do mundo, verdadeiros amigos... e não os quais você diz que lhe feriram e magoaram tanto, lembre-se que das cinzas de toda essa destruição ganhamos uma amiga para a vida toda, talvez você devesse abrir mais os olhos para o mundo que o rodeia e aqueles que te amam..
- Hahahahahahahaha, pois bem, se você diz isso, talvez devesse obedecer ao "Rei" no fim das contas!
- Trocaremos de mascara por assim dizer então, tomarei sua máscarade recentimento ódio e ambição enqunato tomarás minha máscara de sabedoria e vivência, experimentarás viver calmamente e uma vida sem os medos que o aflige, dando valor ao que realmente importa, como seus verdadeiros amigos e o que relamente o ama e que tu amas sem medo de ser feliz, mas sinta-se a vontade de requisitá-la de volta se assim o quiseres... Creio que esse é mais um adeus... ou seria mais um até logo? deixo essas como minhas ultimas palavras para vós... Viva!

E assim aquela voz imponente, mas realmente familiar ao longo foi se afastando desaparecendo na calada da noite por entre as esquinas ecuras do bairro banhado pela chuva interminável... a chuva... em toda sua majestade impiedosa cai sobre mim, suas gotas correm pelo meu rosto mas desta vez dançam pela minha face como as lágrimas que nunca mais consegui derramar desde aquele acidente... tudo por um isntante para, sinto-me novo, renovado... quem sabe quando ele voltará novamente? Quem sabe quando aquela mascara de rancor se colocará novamente sobre minha face e meu coração? Mas por hora, com a benção da chuva uma única palavra ecoa pela minha mente e pelo meu coração... "VIVA!"

segunda-feira, novembro 24

Os Sábios Ensinam - Rabiscos no silêncio


Folha em branco.
É onde tudo começa.

É estranho estar tão sozinho, chega-me a ser agustiante. Posso ouvir tudo
que há à minha volta e isso me causa certo temor. Dentro os pingos da
torneira da pia da cozinha, o ronco dos carros lá fora, cachorros
latindo, geladeiras funcionando, a caneta fulgás escorrendo no papel -
dentre todos esses, o barulho que predomina é o do silêncio. Silêncio!
Silêncio. É tudo tão vaziamente completo nessa atmosfera. Até os
objetos trabalharam para esse acontecimento. As sombras, as cores, os
não-movimentos. E é na falta de informação auditiva que os olhos
funcionam mais eficazmente, olhando com ligeireza as imagens
estataladas. O olhar trabalha tão profundamente nesse excesso de
quietude, que consegue enxergar até o que está dentro: a alma. E lá, é
mais confuso que aqui, nessa mesa bagunçada. Me pergunto se possível
isso seria sem esse indesejado (silêncio).

Descobri-me aguçar também o tato. Não consigo ver cores por ele mas, enxergo sim, alguma
coisa com as mãos. E de olhos fechados.

Que alegria confusa é o ser humano! O ser Leonardo!

No reflexo do vidro eu vejo o roxo na cara. É como se a mancha rubra
viesse condenar a banda podre que há em mim, agora. E nesse silêncio
sem fim, ela lateja, gritando alguma coisa que eu não entendo.

Um, dois, três mosquitos mortos. Essas criaturas chegaram pra acabar com o silêncio paz. Só sobrou o silêncio que fala demais.
Não sabia/sei mais escrever, não parava mais pra isso. Sinto que esse silêncio maldito me proporcionou remeter a mim...
Silêncio bendito.

E depois da folha toda rabiscada, eu me pergunto: o que ainda está em branco?
Um dia, em um novo velho silêncio, eu talvez escreva isso.

Os Sábios Ensinam - Passos desritimados...


Noite sem Lua... Lua sem noite...



Céu de estrelas repletas de saudade
Saudade do tempo que não nos esquece
Esquecimento da vida que nos fere
Ferimento da existência sem sentido
Sentimento em ter a dor como companheira
Companheira de luta, de morte, de perda
Perda de todos meus sonhos
Sonhos perdidos por toda noite


Noite sem lua...
Lua sem noite...


Cansaço de ser apenas um alguém
Alguém que luta, que chora, que mente
Mente e desmente para se manter contente
Contente por ainda poder sorrir
Sorrir da vida que lhe maltrata
Maltrata e fere, humilha, brinca e desfaz
Desfaz promessas e destrói castelos
Castelos de areia que se fundem com o mar
Mar dos tempos esquecidos e obscuros
Obscuros e perdidos por toda noite


Noite sem lua...
Lua sem noite...


E sua vida se constrói
Constrói com os laços imperfeitos da solidão
Solidão que mata, que fere, que rasga
Rasga cada esperança de paixão
Paixão perdida na doce ilusão
Ilusão dos sonhos, do mundo, da vida
Vida sem rumo, na cabeceira do acaso
Acaso e descaso perdidos por toda noite


Noite sem lua...
Lua sem noite...


Frases escassas de sentimentos
Sentimentos dispersos por entre muitos
Muitos que deliram por entre tantos
Tantos que sonham, que choram, que rezam
Rezam por um final feliz
Feliz e sem danos para os que lamentam
Lamentam e sonham e sonham e sonham
Sonham e tem desejos perdidos por toda noite


Noite sem lua...
Lua sem noite.

domingo, novembro 23

Os Sábios Ensinam - Gotas de felicidade!


Chuva



Lá do alto da janela de um "Cofee Shop" eu a vi correndo
Ela era mulher mas naquele dia corria igual menina
Ia atrás de cada gota que caía daquele céu cinzento
Como se fosse a melhor das sensações da sua vida


O céu estava transformado naquela manhã chuvosa
Transbordava água do céu como em uma cachoeira
Cada pingo fazia um barulho único tocando na areia
Aos poucos o som era transformado em uma sinfonia


O barulho que se formou ofuscou qualquer outro som
Mas trazia uma tranquilidade e uma sensação de paz
Que se eu fechasse meus olhos seria capaz de dormir
E poderia sonhar com aquela cena que estava vendo


Era a visão da mulher que corria sem qualquer medo
Parecia uma dança de uma pessoa em pleno transe
Que era protegida por alguma forma mágica de prazer
Que conseguiu se unir com a chuva como um agrado


Em alguns momentos ela suavemente abria os braços
Olhava para cima e sentia todos os pingos em sua face
Parecia que o tempo parava enquanto ela se banhava
Era um retrato quase perfeito que via naquele instante


Calmamente a chuva ia delineando seu corpo coberto
Era uma roupa única que se ajustava as suas curvas
Onde cada gota transcorria parte de sua sensualidade
Deixando a mostra aquela que eu começava a desejar


Não sei quanto tempo fiquei parado somente observando
Mas lembro os gestos que ela desenhou enquanto chovia
Fui enfeitiçado por seu jeito de dançar e por sua harmonia
Naquele dia fui tomado pela mulher que sabia fazer chover


Quando a chuva passou ela caminhou devagar para longe
Aquele corpo de forma simétrica foi se distanciando de mim
Depois de algum tempo só conseguia enxergar o horizonte
E hoje quando chove volto a janela esperando que ela volte.

quinta-feira, novembro 13

Os Sábios Ensinam - Desejos Incontroláveis



Minha Verdadeira Indecência



Não quero choro e não quero reza
Pois trago em peito uma dor maior
Do que minha indecisão do passado


Hoje não quero prece e não quero cura
Quero o sentido exato que você vincula
Quando tem o corpo e despreza a mente


À noite não quero apenas a cama prudente
Necessito mais do que carinhos inocentes
Eu desejo a arte do afago árduo e indecente


Preciso ganhar cada segundo que você possui
Para que meu corpo seja capaz de sobreviver
Preciso das horas e das semanas para lhe ter


Por isso não venha com promessas irreais
Nem com os seus falsos cognatos desta vez
Quero mais do que palavras quero lhe possuir


Não vejo a verdade nas atitudes convenientes
Nem escuto as palavras que sempre desejei
Mas a intensidade de sua presença me supera


O conto de fadas nunca foi minha idéia com você
Não preciso que as aparências sejam mantidas
Prefiro que o desejo seja saciado como antes


Então não vamos sonhar com a ilusão perdida
Mas vamos ter a visão do calor que me atrai
Do corpo que cobiço e das curvas que alucinam


Estou cansado do jogo de palavras e de rimas
Não quero mais jogar com a mesma rotina
Quero algo novo que surpreenda e me prenda


O amor que eu via foi tornado paixão de arredia
E agora sei onde posso começar e onde terminar
Com você só há um jeito que se pode sobreviver


É ter na carne a presença da minha cama
No corpo o sentimento do desejo recente
E em você a minha verdadeira indecência.

Os Sábios Ensinam - O questionário da vida...


A dúvida que é duvidada


Escorrego sobre a acentuada curvatura da dúvida,
num movimento compacto e interminável.
O caminho que percorro,
caracteriza-se por um tempo incerto e pela incessante fricção do corpo,
consequente ao contacto com o passado e com o presente.

Não deslizo como quando era pequeno e me deixava resvalar nos escorregas de várias alturas; este escorregar provoca-me dor.
Na tentativa de encontrar a localização deste sofrimento,
fecho-me em mim como se de uma concha tratasse,
na ideia de que "a solução está em mim" ... embora em vão.

Eu sei que sem o exterior não sou ninguém;
eu sei que os meus pensamentos estão embebidos no exterior;
eu sei que os meus sentimentos estão mergulhados no exterior; eu sei.

Esforço-me para ser racionalmente emotivo ou emocionalmente racional. Será que me esforço? Nesta conjuntura e, decidida a pensar pensamentos,
começo a imaginar as próprias sinapses a estruturarem-se de tal forma que parecem constituir um emaranhado de pontos de interrogação, que me fazem exclamar: o que pensar?

Num movimento ulterior e, já aberta ao exterior, poderia então exclamar: o que dizer?
Lamentavelmente não vislumbro nenhum elemento que me ajude a fantasiar o futuro. Se encontrasse esse referencial dentro ou fora de mim, poderia repensar o presente que seria já passado e revitalizaria-me, com um elixir onde seria predominante uma maior segurança para voltar a sentir, fosse o que fosse.
Disto sim, estou certo que tenho a certeza.

quinta-feira, novembro 6

Os Sábios Ensinam - Fatídico Retorno


Retorno ao Lar

Sentei-me, à bordo do ônibus comercial Niterói-Araruama. 15:54 h, antes da viagem o calor é sempre infernal e a janela aberta só o alivia depois que o automóvel ganha movimento. O vento traz uma sensação paradisíaca momentânea, como se o corpo estivesse largado sobre uma relva acolchoada; logo se transforma em ventania que fustiga minha massa capilar, desamparando-a, o que me obriga a manter apenas um diminuto espaço de entrada de ar.

Sobre mim, a nuvem de fragmentos de sons, cores, texturas e formatos que me acompanharam nos últimos dias. Repassando os componentes do passado recente – pessoas, livros, sentimentos, ilustrações, pensamentos, momentos – percebo que estou vivendo intensamente. Envolvo-me com algo maior, que não sei explicar direito o que é. Trilho um caminho que é um sonho árduo rumo ao Inominável, que uma vez alcançado receberá um eu completamente distinto. Cresce em mim um quê de superioridade e importância: enfrento o mundo como um homem das letras e, como tal, hei de ser destinado à grande filosofia, ao conhecimento esplendoroso, ao domínio de verdades ocultas. O ego elevado não dura mais que um minuto, posto que a simplicidade e o bom senso batem à minha porta, e lembro da mais verdadeira das mentiras: a arte não é nada mais que uma paródia da realidade. Desde quando escrever lançará areia onírica sobre a massa concreta?

A redescoberta da minha não importância desaba sobre o estômago. Da janela eu vejo a vida no Rio de Janeiro sendo deixada para trás. Observo os últimos grafites sob a ponte, remontando à noite em que, contagiado de idéias, o grafiteiro deixou seu beijo ali marcado.

Mais cedo, enquanto em outro ônibus, que se deslocava do meu apartamento para a rodoviária, escutava samba, tocado por uma dessas bandinhas de velhos amigos. Eles estavam a caráter, com chapéu e roupas comuns, bigode e rostos típicos cariocas. A música era como uma navalha que perfurava o coração, pois uma das capacidades do samba tradicional é mexer com o ambiente interno das pessoas, contagiando de saudades e paixão qualquer alma, oca ou não. Como eu, muitos passageiros sorriam. Podia ser que este fosse um dos poucos momentos de alegria para boa parte daquelas pessoas, inclusive dos quase idosos tocadores. Sei que posso estar completamente enganado, mas essa marca do fugidio sempre me acompanhou, e isso que me fez (e faz) crer que aquelas vidas eram vazias a quase todo instante. Mas o samba tornava tudo cheio naquele momento – os sambistas mostravam o cd com foto deles na capa. Foi um momento de felicidade intensa, e eu nem me dei conta de que meu coração poderia vir a sangrar novamente. Quando o pandeiro e o tan-tan se silenciaram no último golpe, o melhor do dia se foi, deixando a todos nós do ônibus carentes.

Volto ao presente do segundo ônibus, aquele que retorna ao lar, e adormeço com um livro infantil no colo.
Acordo na rodoviária de Araruama, a fila apressada para sair do automóvel. Vivi dezoito anos e meio da minha vida nesta cidade – nesse tempo viajei pouco mais que cinco vezes. O calor é completamente aliviado pelos ventos litorâneos, mas as ruas denunciam uma solidão desesperada até chegar à casa dos meus pais – que eles insistem ser a minha casa também.

Fico sem jeito ao andar pela cidade, as ligações com ela enfraquecem-se visita a visita. Outras pessoas agora são mais donas daqui do que eu, por isso mesmo não as quero ver, nem enfrentar a naturalidade com que atravessam as ruas vazias. Vejo as velhas pessoas da praça, fumando, e penso que nunca soube classificá-las, nunca saberei quem são realmente, mas já agora consigo nutrir respeito por eles. Sou desencontrado na sociedade, como eles, embora de maneira diferente.

Dez minutos depois, estou batendo à porta da “minha” casa. Algazarra de crianças é a resposta que escuto, sendo surpreendido depois por três criancinhas alegres e pululantes. Pouco depois delas aparece minha prima, encorpada e um tanto cansada, com um sorriso genuíno e bonito. Culpa das crianças, que em sua inocência e desprendimento fazem dos adultos invejosos, mas sorridentes. Dou o primeiro dos dez abraços – prima, primo, tia-avó, amigas da mãe, pai, vizinha, amiga, amigo, outra amigo – até chegar ao abraço da minha mãe. Antes disso, em cada um dos abraços e saudações, noto como minha aparência e presença são únicas para cada um deles – da minha parte, trato-os como números e substantivos nada únicos. Finalmente acontece o retorno: o abraço materno, que dura mais que qualquer um daqueles abraços anteriores. É quase como uma amizade gratuita que nos envolve, dali a pouco poderíamos beber juntos, xingar os caretas, falar de nossas experiências sexuais, é tudo belo como reencontrar qualquer amor.

“Você voltou mesmo a beber, filho! Poxa, me decepcionou”, com pesar ela corta meu fluxo de amor e carinho, lembrando que nada de amizade gratuita entre nós. Somos “mãe e filho” e aquele abismo inventado entre as duas partes se abre, nos fazendo pular para trás para não cair.

“Não fique triste, mãe, só por eu ter voltado a beber não me faz em nada diferente. E mais, tenho coisas boas pra contar, estou escrevendo um livro com uns amigos”. “Tá, a gente conversa. Estava morrendo de saudades”. Ela também me fez (e faz) uma falta de querer derrubar lágrimas – mesmo quando perto dela. Não sei se acontece com todos os filhos, no entanto estou sempre saudoso perto dos familiares. É tudo tão diferente do que já foi um dia: tudo cinza agora, quando o que foi era colorido, era novo, era o mais importante, o mais excitante. Estão todos velhos. No glorioso passado, eu tinha uma mãe perfeita e terna, um pai carinhoso e heróico, uma irmã que era minha melhor amiga e tinha asas como as que acho que ainda tenho. Estão todos vencidos, viraram pessoas ordinárias, como eu, só que a paixão pela vida está tão consternada, agonizando.

Covarde, escondo-me no banheiro e choro a tristeza dessa revelação, sinto uma angústia extrema, mas estranhamente não consigo derramar nenhuma lágrima. Nunca me senti tão só no que era meu lar. Eu sabia não ser mais pertencente a ele, estava cada vez mais aparente essa confirmação, essa solidão. Os adultos tristes na sala, minha irmã se refugiando deles através da hipnose televisiva, seu insuportável marido se esforçando por uma nova vida, pois estava relativo desemprego. Ela conversava com as senhoras, sorria para todas, mas não era o sorriso apaixonado da vida, era o forçado da conveniência, da necessidade. Choro também por dentro – se fosse há alguns anos atrás me debruçaria sobre meu irmã.

Três anos atrás, em meu décimo sétimo aniversário, me mantinha acordado nas primeiras horas de 1 de janeiro. Não haveria festa, eu não gostava. Na verdade, apenas o desespero me batia no peito. Eu era sozinho e não sentia vida, apenas ilusões. E foi com o sonho que me aliviei. Escrevi sobre meu estado, minha dor de paixões mortas, de amigos incompreensíveis, de solidão infinda e me aproximei do meu anjo. Encharquei minha irmã com o desespero e a dor que me inundavam, e ela nos enxugou, enlaçando-me em um abraço maravilhoso, com uma força de doçura tão poderosa que me desfiz completamente. Meus pulmões se comoveram e entraram em convulsão em uma das mais marcantes danças de amor da minha existência, porém certeza tenho que a mesma nunca veio a entender verdadeiramente o que se passava na minha cabeça e no meu coração.

Meus pensamentos lacrimejam sem parar. Será que, às escondidas, os demais choram? Ou, como eu imagino, perderam o viço dos sentimentos? As pontes entre nós eram cada vez menos atraentes, verdade afiada. Todo o modo de vida pré-fabricado socialmente se fazia presente em meus pais e irmã, portanto eu me sentia com um resto de sonho, com algo diferente, como se ainda detivesse certa liberdade de escolha e controle do meu destino. Mas o que os tinha levado até ali? Por que resolveram estancar e viver de mínimos prazeres e nenhum livre-arbítrio?

Minha mãe, quando mais nova, enfrentara uma ruptura que a modificou por completo. Hoje em dia, tema tão comum para os filhos, a partida há trinta e cinco anos atrás poderia devastar a sanidade familiar. Mamãe e seus quatro irmãos foram criados sob uma atmosfera de sonhos, aquela mesma que conservo em mim até hoje – minhas asas. Acreditavam em lobisomens, saci-pererê, jumentos inteligentes e histórias fantásticas – um dos meus tios crê até hoje que quando tinha 12 anos ficou preso dentro de um frasco de biscoitos. Viviam os pequenos em uma harmonia alimentada por uma suposta tranqüilidade financeira, vasta quantidade de roças e de aventuras em cada uma delas. As meninas eram princesas, os rapazes, príncipes, e de ossos de galinha e terra eram compostos seus reinados.

Então, o fantasma da cozinha que atacava os pães à meia noite foi afugentado. Não existia mais cozinha e aventuras como aquelas, nem mesmo namoro proibido no matagal. As roças estavam sumindo, indo pras mesas de jogos e a família se reduziu a uma cidade, a uma urbanidade realista e fria. Ainda assim, no novo lar, o sonho era mantido de alguma forma; com empenho os meninos e meninas tinham fé que nada havia mudado. O sonho da família se quebrava nos corações daqueles crentes meninos. Acredito que nesse momento que minha mãe se perdeu, o mesmo para os irmãos. Ela viu meu tio mais velho sumir, maluco e com uma mala nas costas, por três anos, até ser encontrado no Rio Grande do Sul. Outro tio nunca mais quis saber da família reunida, se isolando em sua coleção de selos e, posteriormente, de filmes e cartões telefônicos. Um tio mais novo pouco sofreu, por ser ainda tão jovem – ele é o mais alegre da família. Diante disso tudo, minha mãe e minha tia ficaram em casa, sem ação. Sentiam-se responsáveis pela união da família, todavia era uma responsabilidade enorme para duas jovens. No final do primeiro ano de tragédia, minha mãe foi enviada da cidade onde morava para Niterói, para ficar na casa de uma família trabalhando como doméstica. Estava legitimada a desunião familiar.

Essa triste história é repetida de quando em quando por algum familiar materno. Acho que os danos foram realmente irreversíveis, os sonhos (quase) completamente dissolvidos. Ainda hoje minha mãe tenta se manter animada e é conhecida por sua aparente alegria, só que para mim o que ela sente é uma diversão desesperada, uma tentativa já sem verve de recuperar a juventude. Atualmente, ela é consumida pela paranóia de ser a boa dona-de-casa, mesmo lutando para ter sustento próprio. Ela não tem forças, devotando sua submissão ao “chefe da casa”.

Em relação ao meu pai, fica ainda mais difícil bolar uma hipótese para sua frieza. Ele parece triste o tempo todo. Existe uma preocupação contínua dentro dele, assim como um rígido senso de certo e errado muito limitante. Tenho fragmentos mnemônicos de brigas entre ele e minha mãe – eu sempre a defendia. Certa vez, ele me deu uma malinha revestida de recortes de jornal que achei muito bonita. Resolvi deixá-la arrumada, porque eu achava tolamente que poderia viajar a qualquer momento e não teria tempo de me aprontar. Preenchi-a com revistas em quadrinhos e umas poucas roupas. Nesse mesmo dia, meus pais entraram em uma briga e minha mãe ameaçou sair de casa e voltar para sua terra natal. Contente, me apresentei entre eles com minha malinha infantil balançando de agitação e disse que estava pronto pra ir embora. Aquilo cortou o coração deles – e ajudou meu pai a acordar. De uma hora para outra virou outra pessoa – sério e isolado, mas sóbrio.

As pressões internas e externas sempre coagiram meu pai. Desde muito jovem trabalhava no Exercito, até se tornar cabo e abandonar o serviço militar para cursar Contabilidade em uma faculdade da vida. Naquela época ouvia de forma imperiosa a filosofia do meu avô: “Seja íntegro, honesto e trabalhador. Não reclame!”. E isso se traduziu num homem para o qual o trabalho vem em primeiro lugar, de forma alienada. Meu pai não teve momentos para ser feliz, para suas aventuras, para se sentir livre. Não foi como minha mãe que antes de perder isso pôde experimentar dos sonhos e da fantasia – e por isso, mesmo que raramente, ainda perscrutava suas emoções. Ele foi criado na crueza. A bebida e um caso extraconjugal foram suas experiências mais recalcitrantes e que as pressões rapidamente recalcaram. Depois, ofuscou.

Durante as palmas do aniversário, meu pai não está presente – a casa “cheia” de gente para o gosto dele. Converso um pouco com os familiares. Eles elogiam meus pais e os filhos maravilhosos que possuem, educados e inteligentes – somos o exemplo de família. A nenhum deles interessa saber os sonhos que cruzam minha mente, minhas paixões recentes, a minha fantasia única sobre a Terra. No entanto, deles eu consigo captar um pouco de tudo que vivem. São pessoas que bastam de um pouco de coragem para conseguirem ver o potencial explosivo que guardam para a vida. Por que as caras tristes e a alegria por tão pouco? O incômodo que sinto é muito grande.

Minha irmã teve amigos durante uma época da sua vida. Ela os via na escola, saía com eles até, achava seus hábitos chatos para um garoto de família (beber e dançar pelas boates da vida) e sempre estava próxima de alguém. Mas, de fato, ela não era só: tinha a mim. Éramos muito criativos e unidos: antes de dormir, passávamos horas a fio planejando coisas sem sentido, inventando piadas. Éramos próximos demais um do outro e eu me sentia bem com a amizade. Isso durou por muito tempo, e nessa época eu não sentia necessidade de mais ninguém. As mudanças nesse relacionamento se deram por um processo gradativo: minha irmã começou a namorar com alguém sem caráter e violento, o que aos poucos começou a me inquietar e me fazer sentir como se estivesse dentro de uma terrível prisão. Ela conversava comigo sobre garotos e dizia apoiar minha maneira romântica de levar o assunto naqueles tempos, entretanto descobri por uma outra pessoa um segredo dela: após diversas brigas e confusões descobri que a mesma iría casar. Comecei a sair com os amigos que tinha e deixá-la só, na frente da televisão – ela parecia se contentar com isso, quando também não estava próxima do seu atual marido que na época era seu namorado. Assim fomos nos distanciando, e eu fui descobrindo um outro mundo que não podia dividir com ela.

A coroação da nossa separação se deu quando ela finalmente se formou na faculdade e casou, ocasiões as quais não fui convidado. Todas as nossas brincadeiras, que eu cria abandonadas, ela fazia com ele. Foi como uma terceira traição, que me fez desistir do nosso passado. Hoje, não mais nos falamos, mas apenas nos viramos e trocamos um obrigatório: “Bom dia” ou “Boa noite” isso quando o fazemos.

As pessoas que me acompanham essa noite sofrem mesmo como seus rostos denunciam? Fico pensando até quando aqueles adultos – falo adultos porque é uma maneira rápida de se referir a quem acha que já cresceu o suficiente – podem sustentar faces tristes e mal acabadas de desgosto. Meu pai chega, me dá um abraço comum e sério e sai de perto. Não nos damos bem desde que nasci eu acho.

Eu, de alguma forma, sempre contrariei o padrão rígido de valores e pressões que ele se impunha. Quando mais jovem eu aceitava melhor, embora com certa rebeldia – característica que minha irmã, cinco anos mais velha do que eu, nunca apresentara até começar a trabalhar. Com o passar dos anos, cada vez menos fazia sentido o padrão de valores do meu pai. Aposentei a necessidade de horários para tudo e percebi que ficava menos escravo da fome e do sono em horários regulares. Comecei a beber e sair e descobri que essas atividades poderiam me dar prazer e serem controláveis. Uma nova vida estava se abrindo e eu aproveitava tudo com muita emoção. Prolongamento que sinto até agora – a importância de ter acessado o lado proibido foi imensa, sem essa experiência eu seria muito mais covarde quanto a muitas coisas que parecem ser perigosas.

A seriedade paterna, no entanto, se transforma quando ele se dá conta de um detalhe inocente.

“Quer dizer que você voltou a beber?”
“Sim, meu pai”.
“Você faz tudo pra contrariar, não é mesmo?”
“Não, meu pai. Eu voltei a beber porquê eu gosto”.
“Bonito como beber, não é? Eu me esforço tanto por você, pra te dar educação e você faz isso”.
“Mas meu pai, o senhor está tendo sucesso. Eu sou um menino inteligente, com boas notas e capaz de ser criativo e escrever bem. O senhor que não procura ver isso”.

Então, ele se vai. Liga sua preciosa televisão e se fecha em seu mundinho. Estaria chorando agora? Provavelmente, como eu fizera há alguns momentos atrás. Seu choro era sempre contido e isso me entristece muito. Um pequeno detalhe como aquele era capaz de desestruturá-lo e fazê-lo achar que eu era diferente e me associava a criminosos de rua. Esta era a pior coisa do código de bem e mal do meu pai: ele nunca poderia me compreender, nem entender a nuance da maioria das coisas. Ele, talvez ainda quando jovem, fora totalmente modificado e levado a ser um homem moderno e binário em proporções radicais.

Meus amigos, ah... grandes amigos, alguns deles totalmente insubstituíveis, nesse momento me vem o semblante um deles que se foi a vários anos atrás, sinto uma sensação de aço frio atravessando meu coração, pensei que tinha derramado lágrimas suficientes mas a saudade é grande demais, meus amigos são meu porto seguro, tenho um sentimento incondicional por cada um deles de modo a prezá-los praticamente mais que alguns membros da minha família. Eles são meu pilar de sustentação, sei que sempre estarão prontos a me ajudar mas não podem estar sempre comigo.

É o pior retorno ao lar da minha vida. Não existe mais espaço para o meu ser dentro desta casa. Tornei-me profano e demoníaco, embora ainda atraente para os moradores daqui. A aura depressiva será constante em cada visita a este lugar onde não posso ser o que sou. Minha obrigação é simular o jovem que eu era antes, bem antes. Só que o antes era de cores que nunca mais retornarão e esse horizonte é uma cela.

Novamente, sinto a bordoada da realidade. Com que direito me ponho a ser quem analisa essas pessoas e casos? O que eu tenho que os outros não têm? Meus sofrimentos me assaltam agora. Se ali quisesse viver, teria de me enquadrar no cinza. Seria, então, como todos eles, hirto e convencional. A diferença estava na vivência que eu possuía. Mesmo assim, em minha vivência eu atingiria limites – isso não me tornaria convencional após algum tempo?

O retorno àquele lar harmonioso do passado, de fato, está impossibilitado de acontecer. Minhas mudanças me transformaram em alguém paradoxal para esta casa e cada segundo dentro dela me faz ter saudade do meu novo lugar no Rio de Janeiro – este sim que me aceita de braços abertos. Não tenho coragem e nem posso dizer “adeus pais, amo vocês”. Ser o filho perfeito do casal perfeito será minha sina até poder estar livre da cruel dependência financeira.